O EP de estreia de Mini Lamers conta com duas faixas que fazem parte da trilha sonora da série LGBTQIAP+ brasileira “Seus Olhos”.
Na última sexta, a artista Mini Lamers apresentou o EP “Quiet for a bit”, com canções que discutem vulnerabilidades de ser LGBTQIAP+ no Brasil, enquanto prepara o lançamento de seu primeiro álbum “Luta ou Fuga” para agosto deste ano, em parceria com o selo Cada Instante. Hoje, dia 28, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+, foi lançado o videoclipe. “Quiet for a bit”, faixa que dá nome ao EP, “veio da urgência de nos protegermos diante do cenário conservador e hostil que vivemos. O Brasil é um dos países que mais mata LGBTs no mundo. Pessoas LGBTQfóbicas ganham cada vez mais voz, endossadas por representantes políticos e pessoas públicas que propagam discursos de ódio e tentam minar nossos direitos como cidadãos. Em tempos de ódio consentido o diálogo não acontece, o ódio é surdo, cego e cheio de razão. Quiet for a bit tenta elaborar como resistir perante esse caos e propõe um respiro, uma retomada de fôlego estratégica antes de voltar ao confronto”, comenta Mini.
Mini Lamers – Foto: Caio OviedoOuça “Quiet for a bit” aqui: http://ingroov.es/quietforabit O EP foi produzido por Naná Rizinni e traz duas faixas que fazem parte da trilha sonora da série independente “Seus Olhos”, dirigida por Angélica Di Paula e Julia Rufino, disponível na Amazon Prime Video, Net Now, Vivo Play e no Looke. A produção é da Sonan Filmes e a realização do Cine.das, coletivo criado com objetivo de fomentar a participação das mulheres e da comunidade LGBTQIA+ no mercado audiovisual. A série foi indicada em 9 categorias no Rio Web Fest 2020 e levou dois prêmios: Melhor Trilha Sonora e Melhor Produção. O videoclipe de “Quiet for a Bit” traz cenas de afeto entre o casal protagonista da série, formado por Lia e Verônica, mescladas com imagens de Mini Lamers substituindo notícias ruins por notícias positivas sobre a comunidade LGBTQIAP+, a fim de criar narrativas otimistas e novos imaginários sobre estes corpos. ”Como uma mulher lésbica, sinto a necessidade de criarmos um imaginário afetivo feliz para nossos corpos, seja para satisfazer um vislumbre de presente/futuro mais leve para nós ou para naturalizar nossa existência na sociedade mesmo que muitas vezes essa não seja a realidade”, diz Mini.
Assista:
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